As campanhas publicitárias, por via de regra, têm sempre um mesmo propósito: vender. Seja um produto, seja uma ideia, a finalidade será sempre a mesma: vender, vender e vender. Claro que o que se negocia nem sempre será com base na relação produto-moeda. Há cenas em que o que está em jogo é o comportamento daqueles para os quais a campanha tenha sido criada. Tomemos por exemplo campanhas de trânsito, de apelo à preservação do meio-ambiente, ou as de combate a certas doenças cujo enfrentamento carece do empenho da população. Em casos dessa natureza a propaganda quer sensibilizar as pessoas para adotar determinadas posturas com vistas a superar a realidade ameaçadora.
No esforço de se fazerem convincentes, as propagandas são produzidas servindo-se de um conjunto de técnicas de persuasão. Abaixo destacamos algumas delas as quais damos aqui o nome de "mecanismos", por serem recorrente, no todo ou em parte, nas chamadas grandes campanhas ou peças publicitárias desenvolvida pelas principais agências de propagandas do país.
As propagandas
Obsolescência induzida
Muito se discute sobre o fato de os produtos terem vida útil programada de modo a alienar, controlar e determinar o retorno das pessoas ao mercado. Evidente que algumas mercadorias são projetadas para serem mesmo frágeis. E obviamente essa durabilidade limitada tem como fim promover novas compras. Brinca-se com a ideia de que certos produtos vendidos a prazo costumam ter durabilidade semelhante ao número de meses estabelecidos no parcelamento do preço, o que significa dizer que, ao término do pagamento daquele bem, será urgente a compra de outro e o cliente, no ato de quitar a última parcela, já se vê obrigado a sair com outro produto e com um novo carnê.
Há, entretanto, produtos duráveis, a exemplo de celulares, aparelhos de som e imagem, carros, entre outros. Mesmo em se tratando desses casos, o que se verifica é o retorno contínuo das pessoas ao mercado para adquirirem aquilo que elas já possuem.
Que diálogo as propagandas travam com o público para garantir a sistemática rotina de vendas? Como esse público que já possui a mercadoria é convencido a voltar ao mercado para comprar um mesmo tipo de produto para um mesmo fim? (continua...)
Há, entretanto, produtos duráveis, a exemplo de celulares, aparelhos de som e imagem, carros, entre outros. Mesmo em se tratando desses casos, o que se verifica é o retorno contínuo das pessoas ao mercado para adquirirem aquilo que elas já possuem.
Que diálogo as propagandas travam com o público para garantir a sistemática rotina de vendas? Como esse público que já possui a mercadoria é convencido a voltar ao mercado para comprar um mesmo tipo de produto para um mesmo fim? (continua...)
O lado negativo e positivo das propagandas
As propagandas impulsionam o consumo e isso muitas vezes é questionado.
Interdição das propagandas: por quê?
O que impede uma propaganda de circular?
1. Afirmação:
Afirmações são verdades enunciadas, quer seja sobre a qualidade do produto, quer seja sobre o que ele é capaz de causar, combatendo algum mal ou proporcionando alguma vantagem à pessoa que o utiliza ou o adquire. Toda afirmação é uma verdade, o que não significa dizer que seja algo real. Uma verdade pode ser uma mera opinião colocada como verdade como forma de induzir as pessoas a acreditarem em algo. Pode ser apenas um ponto de vista sobre uma determinada coisa ou fato. Se a sentença de uma propaganda diz: "Xampu (Shampoo) tal vai detonar as pontas duplas de seu cabelo e promover o crescimento e o vigor das raízes", é uma afirmação e não pode ser entendida como uma mentira gratuita. Pode ser tanto uma mera opinião, quanto uma verdade, a partir do momento que se é possibilitada a verificação do fato propagandeado.
2. Repetição:
A repetição tem como prioridade fortalecer na memória das pessoas a marca ou estabelecer comandos para que o público dê respostas de acordo com as intenções dos produtores dos anúncios. Entre os publicitários há, inclusive, a tese de que a boa propaganda é aquela que obtém respostas inconscientes do público. A técnica da repetição segue na mesma linha de raciocínio estabelecido por Joseph Goebbels, marqueteiro de Adolf Hitler, que orientava o ditador Alemão a repetir para convencer. Para ele uma mentira repetida dez vezes valia mais que a verdade dita apenas uma vez.
3. Slogan
4. Figuras de Som: Rimas, Assonâncias, Aliterações
5. Figuras de Linguagem: Metonímia, Hipérbole, Prosopopeia (Personificação)
3. Tom Imperativo Verbal
4. Estereótipos e Configuração do Tipo
6. Criação de Inimigos
7. Invenção de Liberdade
8. Invenção de Realidade (Enredo Ficcional Fantasioso)
9. Inversão da Realidade
10. Geração de Expectativa
11. Enredo Humorístico
12. Apelo à Celebridade
13. Apelo à Autoridade
14. Recorrência ao Erotismo
15. Animações (Desenho Animado)
Atividade:
Assista ao vídeo abaixo e verifique quais foram os recursos acima utilizados na sua produção. Justifique a afirmação de cada um dos mecanismos identificados.

