A hipérbole é a ampliação exagerada, que pode acontecer em duas direções opostas, para mais ou para menos. Para mais, quando o que se desejar ressaltar na pessoa retratada for aquela parte que destoa do conjunto exatamente por parecer bem maior do que o ideal, ou daquilo que deveria ser (tal como uma cabeça cujo corpo custaria suportar); ou para menos, quando o que se pretender destacar for aquela parte que, na fisionomia humana, destoa do conjunto por ser bem menor do que o natural, de maneira que, para conduzir a atenção do leitor para a deformidade do retrato, a hipérbole será justamente a intensificação da pequenez.
A sinédoque, por sua vez, é uma figura de linguagem do campo das metonímias. É um processo de identificação que nos permite reconhecer os seres em geral por meio de algum indício que lhes seja particular. Identificar o pássaro por suas asas, o anjo por sua auréola, o touro por suas aspas, o soldado por seus coturnos são alguns exemplos de identificação por meio de sinédoque.
Na caricatura, o papel da sinédoque é o de nos fazer enxergar a semelhança que pode haver entre as fisionomias humanas representadas e a anatomia dos animais, dos objetos ou das coisas em geral. Um detalhe de um rosto, por exemplo, pode nos fazer lembrar a cara de uma fuinha, de um macaco, de um porco ou outro bicho qualquer. Por seu formato, uma cabeça poderia nos fazer imaginar uma pera, ou uma lâmpada incandescente.




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